domingo, 15 de abril de 2012

Afinal este é que será o encerramento oficial deste blog…

Hoje terminou a história de amor entre Pedro e Inês. Afinal não foi uma daquelas que ficou escrita para ser relida por corações sonhadores como o de Inês. Terminou com um adeus doloroso mas terno.
Inês não sabe o que vai fazer da sua vida agora. Sente-se mais perdida do que nunca. Está em choque. Está sozinha. Sente muita vergonha do que lhe aconteceu – não do amor que viveu, mas da forma como conduziu as coisas. As lágrimas parece que cristalizaram no seu peito. Sente uma dor imensa mas não chora, é como se soubesse que quando começar a chorar não vai conseguir mais parar.

Não percebeu os argumentos de Pedro, que diz que a ama mas não consegue viver longe dos filhos. Logo agora que estava tão perto a aproximação de Inês com os seres mais importantes da vida de Pedro. Inês sente mesmo que Pedro não vai conseguir viver com esta decisão, mas também não percebe porque não conseguiria ele oficializar o fim do casamento.
Inês ainda não sabe se se está a enganar ou se realmente acredita que Pedro a ama profundamente. Uma coisa é certa, aquilo que Pedro chama de altruísmo, não é nada mais que egoísmo. Pedro acredita que abdicando da felicidade junto de Inês vai conseguir fazer outros mais felizes e acima de tudo vai encontrar uma forma da felicidade dos outros o preencher. E Inês? Em algum momento Pedro terá pensado na felicidade de Inês? Nunca. Pedro quis viver este amor enquanto a pressão do outro lado era possível de suportar, quando deixou de ser, fugiu.
Inês não percebe como Pedro vai conseguir-se encaixar na vida que deixou para trás há quatro meses. Também nem tem que perceber, essa questão agora é só de Pedro e daquela mulher que está disposta a tudo para o ter. Eles, é que terão que encontrar um novo caminho. Inês deseja muito que esse caminho seja cheio de felicidade, principalmente por aquelas duas pessoas que Inês estava disposta a tratar como seus filhos.

Os sonhos acabaram, ficou uma vergonha e um arrependimento imenso. Durante estes meses Inês deu tudo de si, aliás não o sabe fazer de outra forma, deu amor, atenção, carinho, chorou, riu, partilhou tanto e ficou com uma mão cheia de nada. As recordações não chegam. Receia que a distância torne o amor mais forte, como tem feito até aqui, e que não consiga tirar Pedro do seu coração. Mas vai ter que fazê-lo, já que Pedro partiu sem olhar para trás e sem querer saber do sofrimento de Inês.
Só Pedro e Inês leram este blog, mas mesmo assim ele acabou por cumprir a sua função: Inês desabafou. Não é o fim que Inês gostava mas é um fim digno para este espaço embora não o seja para este amor.

Adeus…

segunda-feira, 2 de abril de 2012

De facto, já vivemos tanto em tão pouco tempo… não sei se vivi dez mil dias ou um dia dez mil vezes… mas “necessito-te”, faz-me falta o teu calor…

"Te Necessito"

Si es la lluvia de todos los dias
que ha aumentado su nivel
ya la musica no tiene el mismo
efecto que solia tener.
Tal vez haya vivido tanto
en tan poco y corto tiempo
que no se ni que idioma hablo
ni que velas cargo dentro
de este entierro.
Siento que no tengo fuerzas ya
para saltar y agarrar el sol
y por mas que yo lo intente
no me escucho ni mi propia voz.
Ya no se si he vivido diez mil dias,
o un dia diez mil veces,
y te sumo a mi historia
queriendo cambiar las perdidas
por creces.
Te necesito , te necesito mi amor
donde quiera que tu estes
me hace falta tu calor.
Te necesito , te necesito mi amor
porque eres parte de mi,
te necesito aqui
y es que no se vivir sin ti,
no he aprendido...
y me encuentro asi perdida
como una aguja en un pajar

con arenas movedizas
me sumerjo
en mi soledad.
Yo no se si he vivido
diez mil dias,
o un dia diez mil veces
y te sumo a mi historia
queriendo cambiar las perdidas
por creces.
Te necessito...




domingo, 1 de abril de 2012

Nos teus braços...

Hoje, enquanto dormias, prometi a mim mesma que ia ter coragem para viver estes dias sem o teu calor. Ironicamente, quando te sentia mais quente junto a mim decidi acalmar o meu coração. Claro que sei que esta aparente calma é apenas uma tentativa desesperada de sobrevivência. As nossas últimas conversas deixaram-me ainda com mais certeza de que o nosso amor é único e incondicional. Fiquei ainda com mais vontade de sermos muito felizes juntos. Contudo, o medo continua lá, e em certa medida é bom que continue porque na vida vivemos mais intensamente quando não tomamos as coisas por garantidas.

São as pequenas coisas que fazem a diferença, como facto de dormirmos uma noite inteira abraçados, como se quiséssemos carregar baterias para uma semana de ausência; O sentir que me puxas para junto de ti quando me afasto na cama; O abraço apertado que demos quando nos despedimos; As saudades que já sinto...

Não te sintas triste ou apreensivo com os desabafos antigos que agora publiquei. Publico-os porque me sinto aliviada por ter desabafado contigo. Não penses que por questionar algumas atitudes tuas te amo menos, amo-te cada dia mais que o anterior.

Bem sei que o tempo é nosso inimigo, porque passa depressa quando estamos juntos e cada minuto parece uma eternidade quando não te tenho por perto, vai ser a semana mais longa da minha vida, mas desfruta daqueles que amas. Nunca te poderei compensar da ausência deles, só posso desejar que em breve também eu possa partilhar a sua companhia.

Boas férias, meu amor maior!

Chegou a hora... Ontem Inês partilhou com Pedro tudo que a atormentava, por isso faz sentido publicar tudo aquilo que tem vindo a guardar para si...

17.02.2012

Inês não irá publicar este desabafo na data em que o escreve porque não o quer partilhar com Pedro, não quer que as suas inquietações influenciem as decisões do seu amado.

Pedro e Inês planeiam alguns dias a dois e desejam ansiosamente que esse tempo chegue. Contudo, Inês não consegue deixar de sentir um aperto no peito quando pensa nisso, teme que por qualquer motivo mais forte não possam viver estes dias de amor, e esses motivos podem ser tantos… Curiosamente o que Inês mais receia é ela própria. Todos os dias o seu amor é maior, tão grande que já lhe perdeu a medida. Inês sabe que se o sonho acabar vai sofrer na mesma proporção do seu sentimento e o que fará da sua vida nessa altura? Sente que tem que se proteger.

Escreve estas palavras entre lágrimas, sabe que a hora da verdade chegará em breve. Nos próximos dias, Pedro dará ou não o passo que demonstrará que tem vontade de construir uma história sólida com Inês. Se isto não acontecer terá Inês amor-próprio suficiente para desistir, para admitir que perdeu e que ser “a outra” é tudo que a espera? Terá coragem para por um ponto final no sonho? Estará preparada para sofrer horrores e aceitar que o amor de Pedro não era o amor maior que pensava e que a sua história não iria ter um final feliz? A resposta é: não.

Perder, desistir, sofrer, aceitar, não são palavras fáceis para Inês. Até lá tenta acalmar o seu coração e aproveitar todos os momentos com Pedro, mas dentro dela não consegue deixar de pensar que o fim está próximo.


21.02.2012

Amanhã seria o derradeiro dia da prova que Inês aguardava. E seria também o dia da sua derradeira decisão. Contudo, Pedro conseguiu convence-la mais uma vez que não havia outra alternativa senão esperar. Claro que, mais uma vez Inês conformou-se, não acreditou que de facto assim fosse, mas preferiu fechar os olhos e seguir em frente. Achou que não valeria a pena deitar a perder as tão sonhadas férias com o seu amado e fingiu que percebeu.

Deseja agora que possam então partir juntos para uns dias longe de tudo e viver mais um bocadinho do seu sonho. Continua a questionar-se qual será o prazo razoável a dar a si mesma para tomar a tão dolorosa decisão.

Por vezes Pedro deixa-a confusa.

Inexplicavelmente, Inês nunca se sentiu tão namorada de Pedro como ontem. Estranha essa sensação, foi como se tivesse sentido pela primeira vez que aquele homem poderia ser seu. Nada mudou, ou talvez tenha mudado. Parecia que de repente começaram a fazer planos juntos, já não se limitavam a sonhar. Quando este sentimento a assaltou, Inês abanou vigorosamente a cabeça como se quisesse que aquela sensação de segurança a abandonasse rapidamente, de certeza seria uma falsa segurança. Que medo que Inês tem deste amor…

Por outro lado, hoje, foi um dos dias em que se sentiu mais “a outra”. Sabe que não pertence ao mundo de Pedro, mas a sua indiferença quando está desse lado ferem-na profundamente. Uma simples mensagem mostraria que Pedro, apesar do seu mundo, pensou nela. Inês estranha como é tão fácil separar as coisas, parece que só estão juntos dentro da sua bola de sabão e que ela pode rebentar a qualquer momento. Longe do pensamento de Inês está o facto de tentar impor a sua presença, só quer sentir que continua com Pedro quando ele está do outro lado. E por quanto tempo terá que haver dois lados?


02.03.2012

Ai Pedro… a vida é tão doce ao teu lado e tão triste longe de ti…

A ansiedade causada por cada ausência é tão dolorosa. Inês conta os minutos para saber de Pedro. Qualquer pedaço de tempo que fuja à normalidade parece uma eternidade, é logo fonte de inúmeras questões e de tantas inseguranças. Inês sente-se triste pela distância que as circunstancias lhes impõe, apesar de saber que são um mal necessário e esperar que um dia o sacrifício compense, a vulnerabilidade que sente fere-a até à alma.


03.03.2012

Obviamente que Inês continua longe de Pedro. Aliás, qualquer leitura mais atenta a este espaço deixa perceber que as ausências são férteis em desabafos!

Finalmente, algures durante os dias que teve o seu amor só para si, Inês descobriu qual seria o tal prazo a dar a si mesma para deixar de ser “a outra”: (...) Contudo, agora a questão passou a ser outra: conseguirá Inês cumprir a promessa que fez a si própria e desistir dos seus sonhos? 

Todos os dias esta pergunta a atormenta. Todos os dias sofre porque todos os dias avança em direcção ao suposto fim. Inês precisa de sentir paz dentro de si, acordar e ter a certeza que ao fim do dia Pedro estará ao seu lado aconteça o que acontecer. Não duvida que Pedro a ame, mas não percebe porque resiste tanto em cortar amarras com o passado, continuará a ser o tal sentimento de culpa? Não encontra resposta… o mais cruel será ter que ser Inês a mandar embora o homem da sua vida, o amor incondicional que finalmente encontrou.

Por outro lado, por vezes sente que está a ser tremendamente injusta com Pedro. Há alturas em ele demonstra claramente que é com Inês que quer estar, os seus actos levam-no ao seu encontro. Por vezes, Inês sente-se tão amada que se sente péssima por equacionar o fim.
17-03-2012

Talvez seja da solidão, quando é forçada a ficar sozinha, Inês sente uma insegurança maior, parece que esquece tudo de bom que Pedro lhe diz e passa a analisar cada deslise do seu amado. Mais questões, sente-se desesperada e luta contra elas, tenta tirá-las do pensamento, mas voltam e às vezes com tanta força.
Agora, que começa a ver uma luz no fundo do túnel, sente um medo enorme que que sua vida com Pedro não avance. Quer tê-lo sempre junto a si, deseja profundamente deixar de passar fins-de-semana longe do seu amor. As horas não passam, Inês conta os minutos para poder abraçar Pedro, mas ele nunca mais chega.

Quando estão nos braços um do outro parece que mundo é deles, é como se sentisse que tudo vai dar certo, quando olha Pedro nos olhos sente o seu amor, mas será que é o amor que Inês precisa? O amor incondicional e eterno que quer viver? Um dia Pedro disse-lhe que não poderiam procurar um amor eterno, eles que tiveram outros amores que chegaram ao fim.
Pedro não deixa de ter razão, mas aquelas palavras trespassaram o coração de Inês, porque continuará a acreditar que existem amores maiores que tudo? Porque acha que encontrou o homem da sua vida? Ou terá encontrado antes o homem certo para o momento certo? Por vezes sente que Pedro ainda tem um laço demasiado forte com o passado, algo que tem medo de perder. Será apenas uma necessidade de preencher o seu ego com aquele amor antigo, ou será ainda a vontade de não perder o seu lugar na vida que um dia foi sua?
Inês quer acreditar que, mesmo que Pedro não acredite que é para sempre, ele realmente a ame no presente o suficiente para avançarem juntos e construírem o futuro. Espera que o calor de Pedro nunca lhe falte, que ele não acorde um dia e perceba que o amor que pensava sentir era só desejo.


23.03.2012

Inês relê os desabafos que não publicou e sente um aperto no peito, as lágrimas enche-lhe o olhar e começam a cair, umas atrás das outras, como se padecesse de uma tristeza sem fim. Porquê, porquê que apesar de toda a felicidade que sente junto de Pedro não consegue sentir segurança naquela relação.

Pedro deixou a família pelo seu amor, enfrentou aqueles que lhe são mais próximos e continua aparentemente firme na sua decisão. Talvez seja por sentir que fracassou no seu casamento que tem tanto medo de falhar outra vez. Inês tem tanto medo de sofrer, de ter que abdicar do seu amor, que sofre todos os dias e o tempo longe de Pedro transforma-se em aflição, sempre com medo que ele não volte.
Entre estas palavras publicou mais uma mensagem para Pedro; sim, porque tudo o que escreve e publica tem como único destinatário o seu Pedro.
Inês nunca foi uma mulher neurótica, sempre achou que um relacionamento poderia acabar, que os sentimentos podiam mudar, mas sentia sempre muita segurança exactamente porque pensava que tinha o controlo da situação. Agora, quando Pedro não telefona, ou não lhe diz que a ama tão intensamente, começa a sentir-se insegura. Por vezes acha, que ele é assim, pensa que é mais desligado, que as coisas não vão ter a mesma intensidade sempre, que a rotina instala-se e que não é por isso que Pedro a ama menos. Mas dói quando pensa que ele não pesou em si, que tudo é mais importante que ouvir a voz de Inês ou que é indiferente que seja mais tarde; dói quando parece que Pedro tem vergonha deste amor que lhes aconteceu, quando foge de admitir perante todos que já não vive a mesma vida. Até parece simples, pois é só o que Inês quer, ser a sua vida.