quarta-feira, 30 de novembro de 2011

"Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?" Fernando Pessoa

Finalmente Pedro e Inês tinham planos a dois. Aquele grande amor começava a ter um lugar para si, começava a conquistar o seu espaço. Inês já não o questionava, aprendera a aceitá-lo e a sentir-se feliz com as suas pequenas conquistas.
Mas Inês ainda amava a medo. Não porque tivesse medo do que sentia ou porque o tamanho daquele amor a assustasse, mas porque tinha medo de “acordar”, tinha medo de um dia abrir o olhos e o seu Pedro já não estar lá.
Inês tentava acalmar o seu coração, de facto acreditava que finalmente encontrara o homem da sua vida e que o sofrimento que viviam e que existia à sua volta iria valer a pena. Com certeza, passada a tempestade Pedro e Inês haveriam de viver o seu amor em pleno.

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