O Natal de Inês esteve longe de ter o calor de outros Natais. Há já algum tempo que Inês não vivia essa época com o entusiasmo de outros tempos, mas este tivera um sabor mais amargo.
Para além de sentir no olhar dos outros um ligeiro peso da mudança inesperada, sentia uma profunda saudade de Pedro. Esteve no conforto da família, que tudo fizera para que Inês se sentisse bem, mas faltara-lhe a sua metade, sentira-se incompleta e contava os minutos para voltar para os braços de Pedro. Ao mesmo tempo temia pelo Natal de Pedro, não queria que o seu amor sofresse...
Inês sonhara que a generosidade do Pai Natal lhe trazia a tão desejada estabilidade, queria viver o seu amor sem se esconder, queria finalmente poder gritar que amava tanto aquele homem, que ele a completava e a fazia feliz. Porque haveria o mundo de ter tanta dificuldade em entender os grandes amores?
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